Blog | Rodolfo Berlezi
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Um sonho – Berserk

O que é um sonho de verdade? O quanto você se sacrificaria para realiza-lo?

Em Berserk, temos uma história de protagonistas extremamente complexos e mais profundos que suas aparências. E a minha temática favorita que é tratada na Era de Ouro, que fez com que me encantasse por cada detalhe pensado pelo Kentaro Miura, é o quão longe o ser humano pode e deveria ser capaz de ir por um sonho?

Griffith é líder de um exercito de mercenários, e deseja trazer o mundo de seus sonhos a realidade, passando, literalmente por qualquer meio para atingir seu fim. Ele chega a sacrificar a própria dignidade e amizades de cabeça erguida, crente e convicto que faz o melhor para realizar seu sonho.

Onde quero chegar com isso? A história nos faz refletir como temos muitos objetivos supérfluos, de adquirir bens materiais, e que nomeamos isso inocentemente de sonhos. Um sonho não seria algo muito maior que simplesmente comprar algo que ainda não pode?

Aprofundando ainda mais, podemos pensar que sonhar é algo intangível, e logo um sonho de verdade seria algo que nunca poderíamos materializar.

Por mais cética que seja essa reflexão, eu gosto de sonhar. Penso que sonhar é bom e nos dá força para continuar, ainda que a realização não corresponda exatamente ao sonho.

E você, ficou chocado? Pensativo? Já teve sonhos que abandonou? Algum que continua perseguindo? Divide ele com alguma pessoa?

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Alecrim

Chá de alecrim

Suco de Babosa

Se não quiser ficar comigo

Dê uma cambalhota

Essa é para você usar com aquela garota que dá desculpa de dor no estomago para não sair com você hahaha

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Figurinha

Por todas figurinhas procurei

A forma de me expressar

Uma poesia abstrata, vim a colocar

Voltas sem parar, apenas para falar

Como é bom te amar

microfone-caido

A noite em que aprendi a assobiar

Acordei de madrugada. A boca seca. Olhei no celular, eram 2:46 e não tinha mais sono. Isso estava acontecendo com uma certa frequência nos últimos dias, antes era algo totalmente fora do normal.

Me levantei da cama, fui no banheiro, dei voltas pela casa e tomei um copo de leite. Li em algum lugar que ajudava a dormir. Mas aquele leite, mesmo novo, doeu minha barriga, assim como o ar parecia pesado para os pulmões. Tomei um remédio para dor. Não surtiu efeito e o olhos apenas vidraram mais.

Meus livros ficam guardados na cabeceira, e ao me ver nessa situação resolvi pegar um. Primeiro peguei um livro da Seicho no Ie para jovens. Li sobre o materialismo e sobre como as pessoas em sua essência querem ser espirituais e/ou idealistas. Fez sentido mas não resolveu meu problema.

Resolvi trocar de livro. Felizmente esse ano aprendi que posso ler vários livros ao mesmo tempo e não preciso me limitar. Peguei o Poder do Agora, um livro que todos coachs recomendam e eu acabei pegando ranço.

Porém eis que me surpreendi com as palavras. Já vivi muitas experiências com processos de auto desenvolvimento e tinha ciência sobre que eu não sou meus pensamentos. Quando a ansiedade batia, os pensamentos aceleraram, e eu tentava sem sucesso silenciar minha mente e focar na minha respiração.

Ao ler no livro de Eckhart Tolle, uma frase me levou além, de que minha consciência não era apenas acima dos meus pensamentos, mas também acima de minhas emoções. Por mais que eu controlasse meus pensamentos negativos, meu corpo continuava reagindo negativamente e nada melhorava. Entendendo que também posso observar minhas emoções, entendi como meu subconsciente estava dando sinais para meu corpo físico sobre o quão infeliz eu estou na obrigação de trabalhar aonde não quero, tendo que aguentar até que a próxima porta se abra.

Eu nunca soube assobiar. Sempre achava que não tinha essa habilidade, igual uma vez foi com estalar os dedos para as músicas. Lembro de praticar estalos por mais de 15 dias até finalmente conseguir fazer sempre que quisesse.

Meditando após a leitura, eliminando os pensamentos e sentindo minha cabeça pulsando, veio a cabeça a música do Scorpions, Winds of Change. A parte do assobio sempre me encantou e nunca pude reproduzir minha versão.

Eis que uma vontade de tentar me tomou e com a sensação de que todo ser humano tem as mesmas habilidades a seu próprio modo, soprei. Soprei, soprei e soprei. Mudando a língua de forma e fazendo diferentes bicos com os lábios. Me diverti tanto quanto uma criança com um brinquedo novo, e logo, em meio aos ventos nada sonoros, um assobio saiu!

Continuei tentando reproduzir e consegui repetir algumas vezes, até gravei uma tentativa em plena madrugada.

Quando parei, não sentia mais nenhuma dor no corpo, e havia aprendido algo que nunca me senti capaz.

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